11 de janeiro de 2019

A Livraria [Filme Netflix]



Florence Green (Emily Mortimer) retorna à sua antiga casa, após ficar viúva, e com sua paixão por livros ela resolve montar uma livraria no local, e retomar sua vida. Mas, a casa tem um certo valor histórico, então, a poderosa e temida Violet Gamart (Patricia Clarkson) quer impedir o sonho de Florence para transformar sua casa em um Centro de Artes.


Esse filme mostra, a mesquinhez das pessoas. Como algumas delas são baixas, falsas e usam de subterfúgios absurdos para conseguirem o que desejam, sem se importar com a vida da pessoa que é o alvo. Por mais que a pessoa seja boa, não importa. E muitas pessoas, por inveja, falta de coragem ou algo que não sei explicar, preferem o lado "mais fácil", ou seja, o lado mal. Não sei se espera algo em troca, mas a maioria quer isso, ajuda o poderoso para poder receber uma recompensa. O interesse pessoal vem sempre primeiro. Fofocas, mentiras, invenções, tudo feito para prejudicar. Parece, para algumas pessoas, ser impossível que outras sejam felizes, e ter a consciência que as coisas não são todas dos jeito que elas querem. Ah, como odeio essas coisas.




Mas, Florence procura deixar tudo isso de lado, seguir sua vida e não aceitar essas imposições, e isso chama a atenção de de  Edmund Brundish (Bill Nighy). Um senhor solitário que preferiu a reclusão do seu lar e a companhia dos livros. Ele recebe livros de Florence, que faz a fez de uma curadora, enviando títulos para que ele conheça ou alguns que ele solicita, e isso aproxima as duas pessoas.  Temos, também,  coisas boas como o valor da amizade da pequena Christine (Honor Kneafsey) que vai trabalhar na livraria para ajudar Florence. Uma menina muito esperta e inteligente, que tem em Florence alguém que fará parte da sua vida. Existe o nascimento do amor, vindo do respeito mútuo e admiração. E o sentimento de missão cumprida. 



A Livraria é um filme para ver sem pressa, para ser admirado, assim como os livros.  Apesar de um pouco triste (essa interpretação pode variar de pessoa para pessoa), o filme é bonito, tem uma grande mensagem. A fotografia do filme é bela, a locação é linda, várias paisagens e lugares que dá vontade de conhecer. Bom, pelo menos pra mim, que gosto de lugares assim. E a The Old House Bookshop é linda, um desejo que eu sei ser muito difícil de realizar, ainda mais nos dias de hoje.  Mesmo que a crítica não tenha gostado, eu achei um belo filme, e espero que você aprecie o filme o como eu apreciei. 






Trailer





A Livraria (The Bookshop)
2017
Drama - 1h55m
Direção: Isabel Coixet
Disponível no serviço Netflix por tempo indeterminado.


4 de janeiro de 2019

You - [Série Netflix]

You é uma série norte-americana do canal Lifetime e distribuída internacionalmente pela Netflix. É baseado no livro homônimo de Caroline Kepner, mas existem algumas diferenças entre a série e a obra literária, pelo menos nessa primeira temporada. 

Guinevere Beck (Elizabeth Lail) é uma estudante que almeja ser escritora, mas ela não tem muito controle sobre sua vida, perde prazos, tem uma vida financeira instável e sempre coloca outras pessoas à frente de seus problemas. Sua vida amorosa é uma verdadeira bagunça, saltando de relacionamentos para relacionamentos, na maioria deles destrutivos. Suas amigas em nada agregam na sua vida, muito pelo contrário. Mas ela acha que está tudo bem. 

Joe (Penn Badgley) é um pacato gerente de uma livraria, que leva uma vida normal até que  entra em seu estabelecimento e ele percebe que ali está o amor da sua vida. Depois de um pequeno flerte, Joe, encantado por Beck, vasculha as redes sociais para saber mais sobre a moça e descobre muita coisa. 

Com todo esse conhecimento, literalmente em mãos,  Joe inicia uma verdadeira vigília para saber mais sobre a vida de Beck, chegando até a segui-la em determinados lugares. Claro que ele fez com que o "destino" os unissem novamente. Então um relacionamento tem início. 


Mas devido a instabilidade de Back, o relacionamento vive entre altos e baixos, Joe faz de tudo para que ela sinta-se bem, consiga cumprir seus prazos, e tenha em mente alcançar seus objetivos. Ele percebe que algumas pessoas atrapalham a vida dela, e tendo em mente fazer de tudo para ela, ele acaba fazendo com que algumas dessas pessoas saiam do caminho dela. 

O tipo de amor que Joe possui é um amor mais doentio, um amor exclusivo, um amor levado às últimas consequências, onde a pessoa faz de tudo para o bem estar da outra sem mensurar o resultado dos acontecimentos, isso fica bem claro com o passar do tempo. Mas ela não percebe, e muita coisa ela acaba nem notando. 

Os últimos episódios são os mais tensos, onde parece que a história vai caminhar par um desfecho, quando na verdade nada está decidido. E o encerramento é do tipo "wtf!". Como a segunda temporada já está confirmada só nos resta esperar para saber as consequências de todos atos de Joe e tudo que ficou em aberto na primeira temporada. 



A série não é ruim, apesar de algumas situações um tanto quanto surreais, ela caminha bem, por vezes o telespectador é tentado a escolher um lado, sentir raiva de outro e compartilhar das ideias de Joe - não sinta-se mal por isso, e mostra bem o lado obsessivo de uma pessoa. As histórias paralelas são boas e acabam como uma coisa só. Tudo isso faz com que a trama desenvolva-se bem. E a segunda metade melhora bem. As atitudes de Joe nos fazem criar várias teorias, muita coisa fica no ar, e não sabemos o que realmente aconteceu, e isso (pelo menos eu acho) é muito bom, já que você pode ser surpreendido - como eu fui. 

A primeira temporada de You está disponível na Netflix e possui 10 episódios com cerca de 40 minutos cada. A segunda temporada ainda não tem data de estreia. 



23 de fevereiro de 2018

The Good Place [Netflix]





The Good Place é uma série criada por Michael Schur e exibida nos Estados Unidos pela NBC desde 19 de Setembro de 2016. A série estreou na Netflix em 21 de Setembro com episódios semanais e possui duas temporadas completas e já foi renovada para uma terceira.


Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) acorda e descobre que morreu e que está em uma “vida após a morte”. Michael (Ted Danson), seu mentor explica que ela está em um “Lugar Bom” devido suas boas ações, por ter sido uma boa pessoa, ajudado ao próximo, e isso lhe deu o direito de viver nesse lugar que poderia ser considerado um “paraíso”. Mas ela percebe que há algo errado, pois, ela foi uma pessoa exatamente o oposto do que Michel estava dizendo.



Quando Michael a leva para conhecer a vizinhança e sua nova casa, ela percebe que realmente houve um grande engano, mas resolve não contar nada e aproveitar esse “Lugar Bom”. Contudo, após a sua chegada alguns problemas acontecem, e ela percebe que é por conta de sua presença lá. Eleonor, então, resolve manter segredo e tentar ajustar-se ao lugar. Ela conhece Chidi Anagonye (William Jackson Harper), Tahani Al-Jamil (Jameela Jamil) e Jianyu Li (Manny Jacinto). Janet (D’Arcy Carden) é a assistente de Michel, é como um sistema operacional com formato de mulher onipresente, ao chamá-la pelo nome ela surge do nada e atende todos os pedidos, até os mais estranhos.

Essa é o tipo de série que você acaba não dando atenção quando está navegando pelo catálogo da Netflix, mas eu considero uma das melhores séries de comédia que está disponível no serviço. No começo parece tudo muito normal, tudo muito certo e, até certo ponto, clichê demais. Mas em determinado momento da série você é arrebatado por um plot twist que deixa alguns segundos pensando. Depois disso a série encorpa, torna-se ainda maior.



Chidi é um professor de filosofia, cheio de problemas existenciais e dúvidas. Sem dizer o alto grau de indecisão. Tahani é uma indiana de origem nobre, que sempre teve tudo do bom e do melhor, mas não recebia todo reconhecimento de sua família. Jianyu é um monge tibetano que fez voto de silêncio. No Lugar Bom, cada pessoa tem seu parceiro e Eleonor fica com Chidi, enquanto Tahani e Jianyu forma outro casal. Mas não vá achando que tudo é tão certinho assim. As aparências enganam, e muito.


O legal da série é que você acaba não esperando muito dela, parece como uma sitcom como qualquer uma. Mas depois de alguns episódios você percebe que não é apenas isso. A série é engraçadas sem ser exagerada, há ótimas piadas no tempo certo, Janet é um alívio cômico - se é que posso dizer isso em uma comédia - sensacional, é impossível você não querer ter uma para você. Os diálogos são ótimos, bem feitos, os atores tem uma ótima interação entre eles e acaba parecendo que estão muito bem a vontade uns com outros.

Há questões filosóficas que são debatidas, dilemas pessoais, críticas que são colocadas de forma engraçada que nem parece que o assunto é tão sério. Crescimento pessoal, o que fazemos na nossa vida que pode refletir em nossa personalidade e futuro, entre outras coisas.

Com certeza é uma série que merece ser apreciada, agora as duas primeiras temporadas estão disponíveis, cada episódio tem cerca de vinte e cinco minutos, e eu duvido que você não veja uns três ou quatro seguidos. Eu fiz isso quando comecei e depois ficava ansioso esperando sair um novo episódio - apesar de gostar desse formato semanal, mas quando a série é boa queremos ver vários de uma vez. 




Se, por acaso, estiver passeando pelo catálogo sem saber o que assistir, dê uma olhada em The Good Place, pelo menos os primeiros episódios e depois vem aqui ou vá no nosso Instagram contar o que achou e, então, você vai entender a imagem abaixo. Ok?



16 de novembro de 2017

1922 - [Filme Netflix]



Um homem entra num de hotel. Aparência cansada, ele se certifica de não estar ouvindo barulhos. Vai até a escrivaninha, então começa a escrever:


“À quem possa interessar. Meu nome é Winferd Leland James. E esta é minha confissão”.

12 de setembro de 2017

Pílulas Azuis [HQ]



Sempre ouço falarem que “se tiver que ser, vai ser” e coisas do tipo. Uns chamam de destino, acaso, ou algum outro nome. Não sei como chamar, não acredito muito em “destino” ou que temos nossos rumos traçados. Mas um dia, Frederik Peeters conhece uma bela moça, Cati, e algo dentro dele despertou. Mas, por “conveniência do destino” eles acabaram se distanciando, se encontrando esporadicamente. Ele com sua vida e ela com a dela. Até que um dia essas vidas acabam se cruzando novamente. E, quanto tudo estava encaminhando para o tipo de história que já conhecemos, ela revela ser portadora do o vírus HIV


Imagine-se no lugar do Fred, amigo(a) leitor(a). Muita coisa passou pela mente dele em poucos segundos. Ele poderia ter ido embora, deixá-la para trás. Mas não foi o que ele fez, ele ficou, assumindo que ela era a mulher de sua vida. E, a partir disso, amigo(a), temos uma bela história de amor moderna. 



Frederik faz uma narrativa tranquila, mas com muitas questões e questionamentos interessantes. A morte é algo que sempre o norteia, mas ele começa a vê-la de outra maneira. Não é um relacionamento fácil, podemos imaginar isso. São medicamentos, visitas ao médico, dúvidas e medos, às vezes muitos medos. Mesmo ele nos mostrando alguns momentos com certo desespero, na maioria das vezes ele se mantém calmo, tentando ser o contraponto na relação, o porto seguro, aquele que Cati poderia ter certeza com quem contar. 

Alguns pontos interessantes são mostrados, como a relação com amigos e familiares e o avanço do tratamento do HIV. Eu fiquei surpreso ao saber algumas coisas, eu tenho uma boa base de informação à respeito dessa doença. E fiquei feliz com essas surpresas. 



Pílulas Azuis é um conto de fadas moderno, uma história de amor muito bonita e bem contada, e não só amor homem e mulher, o “amor sexual”, mas um amor maior, um sentimento mais amplo e abrangente. Uma história que faz você suspirar ao final da leitura. Leitura essa que fiz em apenas uma tarde, de tão fácil e interessante é a narrativa. Pílulas Azuis merece ser lida por todos, uma história que precisa ser compartilhada, que nos mostra o lado bom da vida mesmo com tantas dificuldades. 




Pílulas Azuis


Frederik Peeters
Editora Nemo
206 páginas







3 de agosto de 2017

Dunkirk - Filme



Maio de 1940, Dunquerque (Dunkirk), França. Tropas nazistas avançam ao norte do território francês cercando milhares de soldados, na sua maioria ingleses e franceses, alguns belgas e holandeses em Dunkirk.

5 de junho de 2017

Mulher-Maravilha 2017



O ano é 1975, o dia é 7 de Novembro. Nesse dia, lá nos Estados Unidos estreia a série televisiva da Mulher-Maravilha, protagonizada por Linda Carter. Essa série seguiu até 11 de Setembro de 1979, totalizando 59 episódios. E até hoje é cultuada pelos fãs. Eu nasci em 1977, e viu ver essa série nos idos dos anos 80, quando passou aqui no Brasil, e adorava e lembro de bem de como era ver uma heroína na tevê. 

Linda Carter
Em 2011 uma nova tentativa de levar a Mulher-Maravilha à tevê falhou e a série não passou de um piloto que ao menos foi veiculado (saiba mais aqui). O que era euforia dos fãs, se transformou em decepção. Até que quem 2015 anunciaram um longa para nossa heroína. Mas como base em todos os filmes da DC/Warner até então, a desconfiança tomou conta. Mas chegamos em 2017 (e eu também) e tivemos a oportunidade de assistir ao tão esperado longa da Mulher-Maravilha.

20 de maio de 2017

Chewinig Gum - Série Netflix


Sabe quando você conhece uma pessoa , fica meio com receio, acha tudo meio estranho, mas depois quer conhecê-la melhor? Foi isso que senti com a Tracey de Chewing Gum.

Chewinig Gum é uma série britânica de 2015, escrita e protagonizada por Michaela Coel (Tracey), disponibilizada pela Netflix. Até o momento são duas temporadas de seis episódios com cerca de 23min cada. O elenco conta com Robert Lonsdale (Connor), Danielle Isaie (Candice), Susie Wokoma (Cynthia), Shala Adewusi (Joy) e Kadiff Kirman (Aaron).

28 de abril de 2017

Girlboss - Série Netflix



Série da Netflix baseado no livro homônimo sobre a vida de Sophia Amoruso que mostra a criação de um dos maiores impérios de e-commerce fashion (pelo menos foi o que eu pesquisei), o NastGal.com e tem Charlize Theron na equipe de produção. 

5 de abril de 2017

13 Reasons Why - Vídeo do canal

1 de abril de 2017

13 Reasons Why - Série Netflix


Esse texto é colaboração de Anna Bandera, do site Dots Lovers, e você também pode encontrá-la no Instagram @annakdots. Valeu, Anna!

A trágica história de Hannah Becker (Katherine Langford). A garota que se suicidou, deixando uma lista para trás. Uma lista de treze motivos, uma lista de treze“culpados”. Treze mensagens que mudarão vidas para sempre, incluindo a de Clay Jensen (Dylan Minnette), nosso segundo narrador, além de Hannah.

27 de março de 2017

Felipe Neto - Minha Vida Não Faz Sentido





Um canal de sucesso no Youtube, um livro e uma peça de teatro que durou uma longa temporada. “Minha Vida Não Faz Sentido” encerra com um especial para o Netflix e traz de volta Felipe Neto ao serviço de streaming.

21 de março de 2017

Nebraska - Dica Netflix



Dentre tantos medos que possuo, um deles é ficar velho. Ou melhor, idoso. Acredito que tenho mais medo disso do que da morte. Não se espante ou não me leve a mal. Mas é que só de pensar em alguém vivendo exclusivamente para mim, tendo que deixar sua vida para me socorrer em horas impróprias me assusta um pouco. no livro Guerra do Velho, quando um idoso chega aos 75 anos (se não me engano) ele se alista em uma força de defesa e deixa o planeta Terra. Seu passado é apagado com ose tivesse morrido. Já vi outras obras que abordam esse assunto, depois de certa idade são levados para um local isolado, como se fosse uma comunidade ou algo assim. É, eu sei que você ai está pensando que eu sou estranho ou algo assim. Ou até mesmo que eu seja egoísta. Mas será que o egoísmo não é privar outros da própria vida para cuidar única e exclusivamente de você? 

18 de março de 2017

Desde Aquele Dia - Humberto Gessinger



E o que era um texto para Instagram acabou ficando maior que o previsto, e como textão no Facebook é crime... Vamos ao bom e velho blog, não é mesmo?
Mas antes de continuar, siga o Foi Pra Estante no Instagram e curta no Facebook, ok? Valeu!

Ah, e caso goste do conteúdo, não esqueça de espalhar a palavra.

Ontem (17/03) foi o lançamento da nova turnê do Humberto Gessinger, Desde Aquele Dia, em comemoração aos 30 anos do lp A Revolta dos Dândis. Esse show foi transmitido na íntegra e ao vivo pelo canal BIS direto do Viva Rio, no Rio de Janeiro.

6 de março de 2017

Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo [Filme Netflix]



Para poder funcionar, a sociedade, precisa de regras e leis. Isso é fato. Mesmo que muitos achem que não, essa é uma verdade absoluta (ou não). Mas sempre existem aqueles que não seguem essas regras ou leis. Seja por se acharem superiores aos outros, por achar que ninguém deve dizer o que ele pode ou não, não sei. Por algum motivo essas pessoas não gosta ou não se importam em seguir as regras. E isso vem crescendo de forma exponencial. 

2 de março de 2017

Logan - Vídeo sobre o filme




Será que Logan é realmente aquilo que estávamos esperando?
Clique abaixo para assistir ao vídeo sobre o filme.