Anohana - Final


"Ame a vida e os bons amigos, pois a vida é curta e os bons amigos são poucos."

A morte é uma incógnita. Muito é falado, mas nada comprovado. É algo que atiça a mente das pessoas. Descobrir as razões, para onde vai, o que acontece, e principalmente: por quê?

Até pouco tempo eu não pensava muito sobre isso, mas, para mim, a morte não passa do fim da vida. Nada mais que isso. É como um game. Você começa, evolui, se transforma, conquista algo, perde, e chega um momento que o game termina. Mas na nossa morte não há como recomeçar, uma vez terminado, terminado. 

Mas a morte carrega um peso maior. O peso para aqueles que ainda ficam nesse game da vida. Apesar de a morte ser o fim, para quem fica não é o fim total. Algumas pessoas morrem em partes, sejam elas pequenas ou grandes. A morte sempre acarreta consequências para quem fica. São culpas, dúvidas, incertezas, ódio, depressão e muito mais. Há pessoas que resolvem não mais viver (algumas no sentido literal) socialmente, se isolam e repelem qualquer contato com outras pessoas. 

Para amenizar a dor de quem fica há várias "saídas", são teorias, dogmas e outros, como a reencarnação, a vida eterna, a comunicação com o mundo espiritual e muito mais. Muitas vezes isso ajuda quem fica, mas, em outros momentos, pode complicar ainda mais.

Super Peace Busters

Anohana é uma história bonita e emocionante de um grupo de amigos que sofrem uma perda irreparável, uma de suas integrantes do Super Peace Busters (clique aqui para ver o post do primeiro volume) sofre uma morte precoce, com isso há o fim do grupo, os amigos se separam e cada um toma seu rumo. 

Mas Menma, a menina que falece, volta após anos e aparece para Jintan, o "lider" do grupo. Mas será que é ela mesmo? Será que não é alucinação da sua mente? Será que ele pode contar ás outras pessoas o que está acontecendo? Jintan, então, descobre que a Menma tem um desejo, e esse desejo pode fazer com que ela vá embora definitivamente. Por causa desse desejo, Jintan, Poppo, Anaru, Yukiatsu e Tsuruko, os integrantes do grupo Super Peace Busters, junto com Menma, voltam a se reunir com essa missão: realizar o desejo de Menma.

No decorrer da história vemos como a morte de Menma afetou os integrantes do grupo, e vemos também como não temos a real visão de como somos, e a importância que temos para determinadas pessoas. Muitos guardam os sentimentos, outros resolvem fugir para assim deixar tudo para trás, outros simplesmente ignoram, e outros passam a vida sofrendo. Mesmo com tudo isso, existe algo maior: a amizade. Mesmo contrariados, eles querem realizar o desejo de Menma, e a amizade do grupo volta aos poucos, e isso acaba influenciando positivamente seus integrantes e familiares. Mesmo como tantos anos separados, os sentimentos ainda estão lá, aquele jeito da infância ainda continua, todas as características ainda estão lá. E toda essa força da amizade faz com que o grupo torne-se forte novamente. Mas será que vão conseguir descobrir e realizar o desejo de Menma? 

A história não é algo fora do comum, é uma situação que vemos muitas vezes ou ouvimos falar. Você vai ficar triste, e até derramar uma lágrima, mas na página seguinte vai sorrir, torcer e acreditar. Sendo religioso ou não, espiritualizado ou não, isso não importa, Anohana vai te emocionar e fazer você pensar no valor da verdadeira amizade. Aquela amizade que mesmo após dez, vinte anos de distância, ao se encontrarem parece que você deixou-os na noite anterior e foi para casa. É algo estranho, sim. Mas muito bom. 


Anohana
Original: Cho-Heiwa Busters
Mangá; Mitsu Izumi

Completo em 3 edições
Editora JBC

Comentários

  1. Tem um ar infantil e bobo quando olhei as capa.... bom saber que pode tocar a gnt dessa maneira. 😊😊

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    1. Sim, pode dar essa ideia mesmo, mas é algo que vai te afetar de alguma forma...

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  2. Poxa, nem imaginava isso, deve ser muito legal, Parabens pela resenha.

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    1. Parece bobinho e simples.... Mas dá para pensar em muita coisa... Valeuzão, cara!!!

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  3. Confesso que minha expectativa pra ler essa história estava mais alta do que o necessário. Mas ainda assim, tive uma experiência muito agradável. Por não acreditar em reencarnação talvez não me emocionei tanto quanto deveria, mas a história é linda, e depois que a gente descobre qual era o verdadeiro desejo da Menma, que na verdade era da mãe do Jinta, não tem como não se emocionar.

    Ver esse reflexo da vida real em relação a infancia, amigos antigos, etc, na história também deixa a gente reflexivo sobre tudo isso.

    Só queria deixar um pequeno pensamento do Takehiko Inoue (Vagabond) aqui, porque lembrei bastante dele enquanto lia sua resenha:
    "Apenas quem já experimentou a frustração da derrota consegue saborear com plenitude a alegria da vitória. Da mesma forma, quem não encara a morte não será capaz de sentir o verdadeiro significado da vida. A felicidade , seja como for, É A CAPACIDADE DE SENTIR GRATIDÃO PELO AGORA. Pode parecer simples, mas é difícil. E parecendo difícil, é simples."

    Abraço!

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