28 de abril de 2017

Girlboss - Série Netflix



Série da Netflix baseado no livro homônimo sobre a vida de Sophia Amoruso que mostra a criação de um dos maiores impérios de e-commerce fashion (pelo menos foi o que eu pesquisei), o NastGal.com e tem Charlize Theron na equipe de produção. 

Claramente eu não sou o público alvo dessa série - vai ver foi o motivo de eu ter gostado -, também não li o livro e muito menos entendo de moda. Eu nem gosto de programas de moda, o único filme de moda que eu me lembro e gosto é O Diabo Veste Prada. Eu vi muitas críticas de pessoas que leram o livro ou que entendem do mundo fashion e da vida da Sophia Amoruso. Por esses motivos, eu vou falar única e exclusivamente sobre a série. E eu nem preciso falar que essa foi a minha impressão da série, o que eu gostei e\ou não gostei e o que me chamou a atenção. 

Assisti ao primeiro episódio sem esperar muita coisa, fui mais na indicação do camarada Alessandro Moraga (@ale.bilson) do Não Alimente os Zumbis! e gostei. Logo de cara você é avisado que os eventos são contatos de uma forma um pouco “exagerada” ou “não tão reais assim”. Pelo que vi está bem diferente do livro, e esse é um dos motivos da bronca de algumas pessoas, e disseram que a Sophia acaba se tornando duas pessoas, uma do livro e outra da série. No começo tudo parece realmente exagerado ao extremo, desde a interação dela com outras pessoas, seu emprego ou buscar comida no lixo. Para mim, a série mostra uma mulher que tem suas opiniões fortes, seus objetivos, e acaba até passando por cima de algumas pessoas para alcançá-los. 



Sophia (Britt Robertson) tem problemas de relacionamento com o pai, sua mãe sumiu quando ela tinha 12 anos, e isso faz com que ela carregue algumas mágoas, e pode ser que esses problemas a tenha forjado daquela maneira. Ela criou uma carapaça, um escudo contra as pessoas, sendo difícil acreditar piamente em alguém. As pessoas mais próximas são sua amiga Annie (Ellie Reed) e seu vizinho Lionel (RuPaul) - que rouba algumas cenas. Ela é irônica, sarcástica, irritante, por vezes sem educação, infantil em algumas situações, mas eu fui com a cara dela de primeira. Ela me passou uma sinceridade, algo verdadeiro, não parecia ser um tipo criado, como muitas vezes temos que fazer. 

Você sabe claramente o que ela está sentindo, se ela está entediada, com raiva, feliz, incomodada… Ela demonstra muito bem esses sentimentos, e eu acho isso uma qualidade. Quantas pessoas que você conhece são assim? Que não cria uma máscara para as ocasiões? Sophia é o que é, e pronto. E isso faz com que ela seja forte. Ela vive pulando de emprego em emprego para tentar pagar o aluguel e comprar comida. Mas ela tem um talento, só que ainda não percebeu. Quando ela percebe, acende uma faísca e ela percebe que é aquele caminho que ela tem que tomar. E é o que ela faz. Só que para seguir esse caminho ela acaba, por algumas vezes, passando por cima de algumas pessoas. 



A série tem um ritmo legal, mesmo que alguns episódios parecem ser do estilo para “encher linguiça”, ainda assim continua legal. Quando ela começa um relacionamento com Shane (Johnny Simmons), parece ser o ponto de crescimento dela, onde algumas ações mais infantis são deixadas de lado e o foco passa a ser a NastGal. Outra ponto interessante é o processo que ela passou para chegar nesse nome. Dar nome à alguém ou à algo é muito complicado, muito. Ainda mais quando você quer que esse nome torne-se algo maior. 

Algo que me incomodou um pouco foi a relação dela com os pais. Ela quer deixar bem claro que não depende do pai dela, mas em um momento de aperto ela pede a ajuda dele. Mas ainda assim tem que ser do jeito dela. Por sua vez, o pai dela não parece acreditar na filha, em nenhum momento ele deixa claro que está a apoiando, pelo contrário, há sempre uma desconfiança. A relação com a mãe me pareceu mais complicada ainda e acho que foi abordado de forma superficial, assim como Dax (Alphonso McAuley), o bartender namorado de Annie. Ele aparece em algumas situações, depois some completamente, mas depois reaparece. Sabemos pouco dele e a impressão que temos é que ele foi inserido lá por obrigação. Em um momento ele realmente faz parte da narrativa ao ajudar Sophie, no mais, se ele não estivesse lá não faria diferença. Poderia ser um personagem legal a ser abordado. 

Em resumo, é uma série curta, que não exige muito de quem assiste, há momentos cômicos, outros mais sérios e breves momentos motivacionais. Algo que não comentei acima é que eu gostei da atriz Britt Robertson, que faz a Sophia. Mesmo que você não entenda nada de moda (como eu) vai entender a série. Como está esse típico clima Outono\Inverno, e se você não for viajar no feriadão ou final de semana, eu indico para você essa série. Girlboss está disponível na Netflix em sua primeira temporada de 13 episódios com cerca de 30min cada, nota 7,2 no IMDB.

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