16 de novembro de 2017

1922 - [Filme Netflix]



Um homem entra num de hotel. Aparência cansada, ele se certifica de não estar ouvindo barulhos. Vai até a escrivaninha, então começa a escrever:


“À quem possa interessar. Meu nome é Winferd Leland James. E esta é minha confissão”.


Essa são praticamente as primeiras frases do filme. E por isso já sabemos que ele fez algo, e como conta a sinopse, ele assassinou a própria esposa, Arlette James (Molly Parker) Bom, se já sabemos disso, o que nos resta saber é quais motivos e como ele fez.

O filme é baseado em um conto homônimo de Stephen King, essa adaptação conta a história de Winferd James (Thomas Jane) e a razão dele ter matado sua esposa. Logo nos primeiros minutos já fica claro os motivos. No decorrer do filme vemos praticamente o ponto de vista dele a sua influência nas ações do filho.



Estamos lidando com o começo dos anos 20, onde as mulheres praticamente não tinham voz e os homens tomavam as decisões, mesmo que de forma arbitrária. E Winferd é desse tipo. O que ele pensa é para ser o certo, independente se alguém pense o contrário. E assim temos um personagem frio, que só pensa nele, nem um pouco empático e com uma mania de falar com os dentes cerrados que me incomodou durante o filme todo.

Já vi em outros filmes, principalmente de faroeste, alguns personagens que falam assim, mas na sua maioria estão mascando algo, segurando cigarro ou palha. No caso dele não. Ele não fuma, não masca, não segura palha, mas o fato de falar com os dentes cerrados, para mim, foi algo forçado e muito irritante. Se a intenção era essa, conseguiram.


Parece que não tem muito mais o que contar, pois já sabemos de praticamente tudo. O suspense ou terror fica por conta do sentimento de arrependimento que Winferd sofre e por sentir uma perseguição da sua esposa morta, Arlette, e apesar de gostar dessa atriz ela quase não tem destaque. Mas o pouco que aparece é possível entender seus sentimentos. Esse assassinato acaba desencadeando um efeito dominó negativo que atinge fortemente Winferd e seu filho, Henry James (Dylan Schmid). Decisões erradas tomadas em momentos errados e de forma precipitada. Acredito que essa é a mensagem central da trama.





Apesar da bela fotografia e ambientação, o filme é lento e arrastado e não apresenta nada de novo. Não existe aquele suspense de te prender na cadeira nem mesmo uns bons sustos. A história pode ter funcionado muito bem em um conto, mas não tanto para uma adaptação para as telas.










1922 (2017)

Escrito e dirigido: Zak Hilditch
Adaptado do conto 1992 de Stephen King

Thomas Jane (Wifred James)
Molly Parker (Arlette James)
Dylan Schimid (Henry James)



Disponível na Netflix por tempo indeterminado.

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